Maçã Assada com Bioporã e Farofa de sementes

    Por Gabrielle Mahamud (@atletaveg)

    Opção de sobremesa leve e nutritiva! Combinação de gorduras boas, fibras, carboidratos e proteínas. E por ser docinha e quentinha, é um “comfort food” saudável para este inverno!

    Como fazer:

    Corte uma maça ao meio, retire o miolo com sementes e leve para assar em forno médio (220 graus).

    Enquanto isso, misture 1 colher de sopa de coco ralado, 1 colher de sopa de aveia em flocos grossos, 1 colher de chá de chia, 1 colher de chá de Macadâmia Bliss Bioporã, 1 colher de chá de melado de cana, pitadinha de canela, pitada de sal, pitadinha de noz moscada. Mexa até ficar uma farofinha úmida e coloque em uma forminha para que assar por 5 minutos (importante ficar atento, pois 5 minutos no forno são suficientes para a farofa).

    Quando a maçã estiver bem assadinha, é só passar mais um pouquinho da sua Bioporã favorita e jogar a farofinha por cima.

    Maça assada 3.2

    Gabi Profile FotoGabi é arquiteta urbanista e metida a cozinheira! Desde que resolveu entrar no mundo do esporte, mudou sua alimentação e, consequentemente, seu olhar sobre o mundo e sobre o seu corpo. Hoje é maratonista e não consome carne há três anos. Intolerante à lactose, faz da cozinha seu laboratório, onde aprende muito todo dia. Cocriadora do blog Atleta Veg e fundadora da Primeira Equipe Multidisciplinar de Assessoria Esportiva Veg.

    Mas… E a proteína?

     

    Artigo: Alimentação vegetariana e ingestão de proteínas, por Luciana Miranda (nutricionista funcional)

    “Mas… E a proteína?”

    Esta é uma pergunta muito comum quando se fala em alimentação sem carne, ou em pessoas que têm hábitos alimentares vegetarianos. Na verdade, é muito difícil alguém não alcançar as necessidades protéicas diárias recomendadas – inclusive pesssoas que não consomem proteína animal; as fontes protéicas de origem vegetal são várias:

    • Leguminosas (feijões, grão-de-bico, ervilha, lentilha, etc)
    • Oleaginosas (castanhas, amêndoas, nozes, macadâmias, sementes de chia, linhaça, gergelim, semente de girassol).

    Também são exemplos de fontes proteicas a quinoa, as algas, os cogumelos e os vegetais com folhas verde escuro. Os cereais integrais, que apesar de não serem ricos em proteínas, complementam as fontes citadas anteriormente.

    O bom é que se pode variar nas receitas e deixar a alimentação cada vez mais dinâmica e biodiversa. Leites vegetais são ótimas opções – podem servir de ingrediente para o preparo de purês, bolos, tortas, mingau; os cremes de oleaginosas também dão um gostinho especial no menu – super versáteis, podem ser doces ou salgados, temperados com ervas e especiarias ou adoçados com melado de cana, por exemplo – usados com frutas, panquecas, crepes, smoothies; abacate pode servir de base para “maionese”, grão de bico pode virar pasta, quinoa pode virar “hambúrguer”… Enfim, as idéias são infinitas!

    A natureza é perfeita. O reino vegetal é muito variado em cores, sabores e nutrientes. Não há motivos para temer deficiência protéica quando não há consumo de alimentos de origem animal. Além disso, dietas ricas em vegetais são ricas em fibras, vitaminas, minerais, antioxidantes e muitos fitoquímicos. Quando bem orientada e planejada, uma dieta vegetariana fornece a proteína necessária ao organismo em qualquer fase da vida, inclusive na infância e na gestação. Sem contar que o meio ambiente agradece!

     

    REFERÊNCIAS:

    Fox N, Ward KJ. You are what you eat? Vegetarianism, health and identity.Social Science & Medicine 2008; 66: 2585-2595.

    Sociedade Brasileira Vegetariana. Guia Alimentar de dietas vegetarianas para adultos. São Paulo. 2012.

    Haddad EH, Sabaté J, Whitten CG. Vegetarian food guide pyramid: a conceptual framework. Am J Clin Nutr 1999;70:615S–619S.

     

    proteinavegetal

    Exemplos da quantidade de proteínas. Valores referentes a porção de 100g de cada alimento.