O Sabor do Coaching

    Por Thiago Prigol Aires**

    Quer experimentar um sabor novo na sua vida? Que tal um sabor de mais saúde, disposição e bem-estar? Todo mundo quer, certo? Será que quer mesmo?

    Certa vez em uma conversa me questionaram: Você é daqueles que tem problema em comer qualquer coisa? Eu respondi: Não, eu como super bem, por isso não tenho problema, já quem come qualquer coisa… Rimos, mas a verdade é que muitos acham que comida saudável não tem sabor, e que quem leva um estilo de vida mais saudável não vive. Acredite, comida saudável pode ser, sim, sinônimo de preparações muito saborosas e muito bem-estar.

    Difícil criar hábitos alimentares mais saudáveis? Costumo dizer que difícil é o que não queremos, do contrário é um desafio. Se você quer realmente ter uma vida mais equilibrada é exatamente assim que precisa encarar. Não sou nutri, médico, nem mesmo chef, sou master coach, mas adoro esse universo da saúde, na verdade adoro ter conhecimento do que pode me fazer bem. Como já disse, “é como você encara…”, em outras palavras, como você vive.

    Ok, você vê aquela sobremesa maravilhosa e levam poucos segundos para você sair da dieta, e, pior, depois a consciência ainda pesa e vêm as fortes emoções. Talvez o foco não seja a dieta! Se você deseja mudanças sustentáveis, é um fato, você precisa criar novos hábitos e formatar outros. Com o Coaching você consegue desenvolver sua inteligência emocional com mais agilidade e reprogramar sua forma de pensar para conquistar novos resultados. Uma nova atitude pode mudar tudo!

    Então, será que você quer mudar seus resultados? Preciso dizer que esse processo de transformação não é para qualquer pessoa. Sair da zona de conforto é desafiador, e não é qualquer um que está disposto a enfrentar desafios. Em situações relacionadas à saúde, acho sensato contar com a ajuda de um nutricionista, por exemplo, contudo, eu repito: o trabalho começa na sua mente. Um bom processo de Coaching pode ser a cereja do bolo. Bolo saudável né!

    Veja lá, não se engane mais uma vez! Como disse minha querida cliente Dra. Dayse Caldeira numa de nossas sessões de Coaching: “O saudável também engorda.” Ou seja, se você é o que come, também é a quantidade que come… E, acordar no meio da madrugada pode ser um problema… Quer sentir um novo sabor na sua vida?

     

    thiagocoach VocêAlém avatar**Thiago Prigol Aires é master coach, empreendedor e estrategista de alta performance.

    Contato: thiago@vocealem.com.br

    Instagram: @thiagocoach

    Blog: http://vocealem.thiago.coach/

    Torta de Limão Sem Lactose

    Lemon Pie saudável? Confira uma versão da clássica tortinha de limão sem glúten e sem lactose. Uma sobremesa linda e deliciosa!

    Ingredientes: 

    • 1 colher de sopa de Puro Mindú Bioporã
    • 3 colheres de sopa de nozes moídas
    • 2 colheres de sopa de Macadamia Bliss Bioporã
    • Suco de 1/2 limão siciliano
    • 1 colher de sopa de água
    • 1 colher de chá de melaço

    Modo de preparo: 

    Misture o Puro Mindú (creme 100% amendoim) com as nozes moídas, molde a mistura em uma forminha de silicone e leve para o congelador. Misture a manteiga de Macadâmia, o suco de limão, a água e acerte o sabor com o melaço (ou o adoçante natural de sua preferência), misture bem até ficar homogêneo. Retire a forminha do congelador, coloque o recheio da tortinha, decore com raspas de limão e leve para gelar por 2 horas, retire da forminha e está pronto!

    Receita da Chef Belle.

    Alimentação Integrativa: descobrindo os aspectos mais sutis dos alimentos

    Alimentação_Integrativa_BlogBioporã

     

    Sentar à mesa e se alimentar é um convite para olhar com consciência ao que se coloca dentro da boca, um momento para refletir sobre o que está sendo nutrido, como e porquê. Esse parar e perguntar pode fazer muita diferença nas nossas escolhas alimentares, que acabam refletidas na vida como um todo.

    A grande descoberta se dá ao acessar a percepção de que, às vezes, a fome é por acalmar uma dor, cessar a ansiedade, encontrar um colo… Um comer até então inconsciente, que leva a nutrir e fazer crescer exatamente o que se gostaria de sanar.

    Imagine alguém, em uma crise de ansiedade, respiração curta, peito apertado, um turbilhão de pensamentos e uma vontade louca de acabar com tudo isso. Com a mente atordoada recorre a lembranças que acalentam, volta no tempo, vai pra casa da avó, sente o cheiro do bolo de chocolate e começa a salivar, querendo se apropriar de seu grande salvador, doce, gostoso, hummm…

    Sai em busca do bolo e, diante dele, procura encontrar a paz desejada. Come um pedaço, devora mais um, engole outro, vai pondo para dentro uma garfada atrás da outra na procura do tal conforto, que demora a dar as caras e, quando surge, some rapidinho. O apreciar é esquecido, a saciedade se perde em uma busca por mais, por aquilo que está em outro lugar, e a ansiedade só faz é crescer.

    É preciso saber o que está sendo nutrido, a verdadeira causa da ansiedade, e com essa revelação se apropriar de novas escolhas, agora mais conscientes, buscando sanar a causa e não o sintoma.

    Sim, uma descoberta e tanto: o alimento nutre algumas coisinhas que nem se imaginava ser possível. Ele alimenta o corpo físico, suas emoções, pensamentos, espiritualidade.

    Este movimento que conduz a um novo olhar sobre a alimentação, é libertador, pois rompe com atitudes repetitivas. A Alimentação Integrativa é um convite para transformar e fazer escolhas conscientes que nutrem o que há de melhor em cada um de nós.

    Além dos benefícios para a saúde, a Alimentação Integrativa reconhece o potencial do alimento para promover um “despertar”. Um olhar mais abrangente sobre a alimentação ajuda a desenvolver habilidades para identificar os aspectos mais sutis presentes no alimento, ampliando sua capacidade nutricional além do físico. Aprender a saborear “integralmente” nos permite absorver melhor o potencial energético de cada alimento e nos conecta também com o aspecto sagrado de cada refeição.

    Por Anah Locoselli, terapeuta holística, alquimista da culinária e criadora da “Alimentação Integrativa”.

    Panqueca de Trigo Sarraceno (sem ovos)

    É possível fazer panquecas sem ovos? E sem glúten? E sem leite?

    Sim! Sim! Sim!

    E ainda por cima é rápido, prático, rica em fibras, sem farinhas refinadas e cheia de sabor.

    Quer aprender como? Anote aí:

    Ingredientes:

    • 2 c de sopa de farinha de trigo sarraceno
    • 1 c de sopa de farinha de linhaça dourada
    • 1 c de chá de semente de chia
    • 1 pitada de sal
    • 1 pitada de mascavo (opcional)
    • 1/4 de xic de água
    • 1 c de sopa de vinagre de maçã
    • 2 c de chá de azeite ou óleo de coco

    Modo de preparo:

    Misturar tudo e deixar a massa descansar por 5 minutos para a chia e a linhaça formarem um gel. A consistência de ficar cremosa (não muito líquida). Utilize frigideira anti-aderente ou untada pré-aquecida e vire com auxílio de uma espátula. Rendimento: 2 panquecas pequenas.

    Dicas de coberturas e recheios:

    Utilize a sua Manteiga Bioporã favorita e crie panquecas doces (com frutas) ou salgadas (com saladas). Fica uma delícia!

    Receita da Nutrichef Lívia de Paula.

    Leite – um alimento indispensável?**

    ** Texto da nutricionista Melissa Suarez. Fonte: www.souvegetariano.com

    O leite e seus derivados durante muito tempo foram considerados alimentos indispensáveis para a saúde do homem, hoje os escândalos de adulteração colocam em cheque a afirmação do passado. Neste texto pretendemos esclarecer se realmente o leite é indispensável, quais são os alimentos fontes de cálcio e os efeitos colaterais do consumo do leite a curto e em longo prazo.

     

    Leite indispensável

    Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) não podemos substituir o leite materno pelo leite de vaca ou pelo sucedâneo do leite materno (sucedâneo é um leite artificial utilizado para substituir o leite materno quando necessário, ele não tem a mesma composição, mas é melhor do que o leite de vaca).

    Depois da retirada do leite materno, de maneira nenhuma deveria ser introduzido o consumo de leite de vaca e derivados. A Harvard School of Public Health, quebrando o lobby da indústria de alimentos, anunciou que o consumo de leite e derivados não é compatível com uma dieta saudável. As justificativas apresentadas estão relacionadas ao aumento do câncer de próstata e ovários.

     

    Efeitos colaterais a curto prazo

    Lembro-me quando criança minha avó indicando o leite para quem sofria de gastrite, essa informação é uma meia verdade. A gastrite geralmente está relacionada ao aumento do ácido clorídrico no estômago. No processo inicial de digestão o ácido se liga ao leite diminuindo os efeitos da acidez, mas no final da digestão estomacal o ácido volta a agredir a mucosa e ainda é produzido ácido lático, piorando os efeitos da gastrite.

    A acidez gerada pelo consumo do leite favorece o refluxo. O refluxo é a volta do ácido do estômago para o esôfago, chegando a atingir a laringe a faringe causando irritação e algumas vezes os brônquios, levando a pneumonia bronco-aspirativa. A agressão gerada nestas regiões não produtoras de muco pode causar lesão, e se o caso não for tratado aumenta o risco para desenvolver câncer, principalmente de esôfago.

    Depois dos quatro anos de idade a capacidade de digerir a lactose (açúcar do leite) cai sensivelmente promovendo diarreia em muitos que bebem leite, com a diarreia vem a perda de nutrientes e os microrganismos que compõem a flora intestinal se perdem. Sem a flora intestinal íntegra, a consequência é uma maior produção de gases e baixa produção da vitamina K e imunidade da criança.

    Outros que consomem leite sofrem terríveis problemas de constipação intestinal e produção de gases. Uma frequência baixa de evacuaçãopromove o aumento da absorção intestinal favorecendo o ganho de peso. A produção de toxinas no intestino é grande, estas toxinas são absorvidas para a corrente sanguínea agindo no cérebro e interferindo no humor.

    A proteína do leite aumenta a produção de histamina na corrente sanguínea gerando os processos alérgicos, o sistema respiratório é o mais afetado, mas alguns manifestam alergias cutâneas (pele). O aumento da histamina esta relacionado à maior concentração de cortisol no sangue. O cortisol é o hormônio do estresse, este promove muitos efeitos colaterais no organismo.

     

     

    Efeitos colaterais a longo prazo

    O leite de vaca é rico em proteína devido à demanda do bezerro para promover crescimento. No Brasil o rebanho é composto basicamente por gados da raça Nelore, o bezerro desta raça nasce com 25 kg e no final do ano tem que pesar no mínimo 250 kg, um aumento de dez vezes o seu peso de nascimento. A criança nasce com 3 kg e no final de um ano deve estar pesando em torno de 10 kg, um aumento de três vezes. Este consumo de proteína elevado gera alguns problemas para o organismo.

    Durante o processo de metabolização da proteína é liberado a parte ácida levando a uma redução de pH. Um meio ácido é o ambiente perfeito para desenvolvimento do câncer, o corpo na tentativa de conter está acidez usa o cálcio do leite para promover o tamponamento (manter o pH em 7,4 ), o cálcio deixa de ser utilizado para formação da massa óssea promovendo a osteoporose no futuro, essa informação já tem comprovação científica. O cálcio não pode ficar circulando na corrente sanguínea, pois ele é um dos fatores de coagulação, o que poderia formar um trombo promovendo um derrame. O cálcio é eliminado pelos rins aumentando o risco de formar cálculo renal. Quando os rins estão sobrecarregados, a via de excreção é o fígado e no futuro muitos podem sofrer com cálculo biliar. O queijo parece ser o maior promotor de cálculo biliar.

    Depois de anos de consumo de laticínios e de sobrecarga nos rins e fígado, o corpo já cansado começa a depositar o cálcio nas articulações. O resultado final é a calcificação das articulações, dores e muitas vezes a deformação de dedos.

    Segundo a Harvard School of Public Health, a gordura saturada que se encontra nos laticínios e os produtos químicos que são utilizados durante a produção são os grandes vilões para a formação do câncer e outros problemas de saúde como o aumento do colesterol. Além disso, mas ainda com poucos estudos, temos as intoxicações por hormônios e antibióticos presentes no leite de vaca atualmente.

     

    leite_amendoasAlimentos fontes de cálcio

    O leite é rico em cálcio, porém não pode ser considerado um alimento fonte devido aos motivos explicados acima. As fontes de cálcio precisam ser ricas em magnésio. A proporção é de 2 moléculas de cálcio para 1 de magnésio para potencializar a absorção.

     

    O alimento fonte não pode ser rico em proteína 

    Encontramos nos vegetais alimentos com estas características, são eles:

    – Vegetais verdes escuros (brócolis, espinafre, couve, rúcula, mostarda, agrião, escarola, etc)

    – Leite de amêndoa

    – Gergelim, aqui vale algumas considerações, o preto tem dez vezes mais cálcio que o leite de vaca, o branco integral sete vezes e meia e o branco descascado quatro vezes mais

    – Semente de girassol com quatro vezes mais cálcio que o leite fecha a lista dos principais substitutos

    Todos os alimentos fontes de cálcio também são ricos em ferro, vale a pena investir nestas fontes.

    Sugestão:

    Faça leite de sementes, você estará oferecendo para seu filho um alimento vivo, livre destes contaminantes e substâncias anti-nutricionais. Se quiser fazer a transição prefira leite C ou leite B, ou melhor ainda – leite orgânico da feira ecológica. Diminua os ml diários! Estes leites são mais seguros, contêm mais probióticos do próprio leite e que se mantêm íntegros no processo leve de fermentação – diferente do leite UHT, que precisa de um processo industrial mais violento já que tem um tempo de prateleira bem maior.

    Abobrinha Assada com Requeijão de Macadâmias

    Receita simples e cheia de sabor. Esta versão vegana de “requeijão” é super fácil de fazer e bem mais saudável que o requeijão tradicional (cheio de amido e aditivos químicos), basta misturar a Macadâmia Bliss Bioporã com sal e os temperos escolhidos. Confira a receita da Nutrichef Natália Chede:

    Ingredientes:

    • rodelas de abobrinha
    • rodelas de tomate
    • Macadâmia Bliss Bioporã
    • sal marinho e orégano (opcional)
    • folhas de manjericão frescas

    Modo de preparo:

    Misture a porção desejada de Macadâmia Bliss com um pouco de sal, orégano ou os seus temperos favoritos. Utilize uma assadeira untada e coloque as rodelas de abobrinha, as rodelas de tomate em cima e finalize com o “requeijão” de macadâmias. Enfeite com uma folha de manjericão ou orégano e leve ao forno por 10 minutos. Também pode ser apreciada em versão raw (crua), sem ir ao forno.

    Brownie Vegan Cremoso

    Receita irresistível da nossa convidada do mês: Lidiane Barbosa, Chef de Gastronomia Funcional.

    Além das criações culinárias do nosso time de Nutrichefs Bioporã, todo mês contamos com a participação especial de um profissional da área da saúde e/ou gastronomia convidado a compartilhar seus talentos e fortalecer a nossa Rede de Alimentação Criativa e Saudável.

    Neste mês de estréia do Blog, estamos super felizes com a participação especial da Lidiane, referência em gastronomia funcional no país. Ela nos presenteou com esta delícia de Brownie Vegan Cremoso com Manteiga de Coco Bioporã, que é sucesso em seus cursos Brasil a fora. Além da beleza e sabor, esta criação esbanja nutrientes e gorduras saudáveis.

    Confira a receita, tão prática que não precisa nem ir para o forno! Sim, o Brownie é “Raw” (cru). O fato de não utilizar altas temperaturas ajuda a preservar as enzimas e a qualidade nutricional dos ingredientes.

    Ingredientes massa :

    • 100 g de nozes
    • 150 g de tâmaras sem caroço
    • 80 ml de água ou bebida vegetal (amêndoa, castanha do para ou coco)
    • 50 g de cacau em pó
    • 60 g de Manteiga de Coco Bioporã
    • 10 g de farinha de linhaça
    • 5 gr de oleo de coco
    • pitada de sal do Himalaia
    • 20 g de nibs de cacau
    • 20 g de nozes – reservadas em pedaços

    Modo de preparo da massa :

    Coloque as tâmaras de molho por 4 horas em água suficiente para cobrir. Despreze a água.

    Coloque em um processador as nozes e processe até virar farinha.

    Acrescente as tâmaras e continue processando, acrescente o cacau em pó, a Manteiga de Coco Bioporã, a farinha linhaça, o óleo de coco, a bebida vegetal (ou água) e a pitada de sal . Desligue o processador e acrescente o nibs de cacau e as nozes. Misture a massa com as mãos e acomode em uma forma com papel manteiga. Leve ao congelador por 10 minutos.

    Cobertura :

    • 50 g de manteiga de coco
    • 10 g de cacau em pó
    • 5 g de agave azul (ou adoçante natural de sua preferência)

    Modo de preparo :

    Em uma panela com fogo baixo, derreta todos os ingredientes e acrescente no brownies congelado.

    PARTICIPAÇÃO ESPECIAL: LIDIANE BARBOSA

    Lidiane-Barbosa_021Cozinheira, técnica em gastronomia e pós-graduada em gastronomia funcional, a chef e consultora Lidiane Barbosa viaja o Brasil todo ensinando como combinar sabor e saúde. Saiba mais sobre o seu trabalho e agenda de cursos no site e Instagram: @lidibarbosa11. 

     

     

    Pãozinho de Banana da Terra

    As opções de receitas de pãezinhos sem glúten com base de polvilho e sementes de chia são muitas. Normalmente eles são feitos com raízes (inhame, mandioca, baroa ou batatas), mas esta receita leva 2 ingredientes especiais: banana da terra e Manteiga de Coco Bioporã, que deixam os pãezinhos levemente adocicados. Uma delícia, criada pela nutricionista Luciana Miranda.

    Ingredientes:

    • 2 bananas da terra cozidas e bem amassadas
    • 6 colheres de sopa de polvilho doce
    • 3 colheres de sopa de polvilho azedo
    • 2 colheres de sopa de Manteiga de Coco Bioporã
    • 2 colheres de sopa de chia
    • 1 colher de chá rasa de canela em pó (opcional)
    • 1 pitada de sal
    • Água suficiente para dar o ponto da massa (em média 1 a 2 colheres de sopa)

    Modo de preparo:

    Misturar todos os ingredientes, incorporando a água aos poucos, até obter uma massa homogênea. A massa não gruda nas mãos. Se ficar muito seca, acrescentar mais um pouco de água; se ficar muito molhada, adicionar um pouco dos polvilhos doce e azedo na mesma proporção. Moldar as bolinhas, colocar numa forma e levar ao forno médio pré-aquecido por aproximadamente 30 minutos. Os pãezinhos também podem ser congelados com a massa crua e levados ao forno quando desejar. Essa receita rende em média 10 unidades, também dá pra duplicar ou triplicar a receita e congelar.

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    Pãezinhos de Banana da Terra, por Luciana Miranda.

     Nesta “estréia” do Blog, além de compartilhar uma receita, pedimos para os Nutrichefs Bioporã responderem 3 perguntinhas para a gente conhecer um pouquinho mais sobre eles. Confira as respostas da nutricionista Luciana Miranda:

    •  O que é saúde para você?

    Saúde é muito mais que a ausência de doenças, saúde é o equilíbrio entre corpo e mente. É um organismo saudável, é nutrição, é energia positiva, é vitalidade!

    • O que é alimento de verdade para você?

    Um alimento de verdade é aquele cheio de nutrientes, sem conservantes, corantes, aromatizantes, enfim, qualquer substância com nome complicado. É alimento rico em vitaminas, minerais, fitoquímicos, substâncias que auxiliam no bom funcionamento do nosso corpo. É alimento que NUTRE e não apenas “alimenta”; é alimento que faz com que nosso metabolismo trabalhe adequadamente; é alimento que evita doenças e nos traz saúde!

    • Qual seu conselho para quem quer manter uma alimentação saudável e tem pouco tempo para preparar seus alimentos?

    Primeiramente, o ideal é ir a um nutricionista para adequar o planejamento alimentar de acordo com sua individualidade. No dia a dia, a palavra chave é ORGANIZAÇÃO. Mesmo com pouco tempo dá pra se organizar direitinho, fazer receitas simples e ao mesmo tempo nutritivas. No começo é um pouquinho mais difícil, mas depois que se acostumar tudo fica muito mais fácil e rápido. E, claro, saboroso!!!

    Conheça as PANCS: Plantas Alimentícias Não Convencionais*

    Trapoeraba, um "mato" que pode ser utilizado no Suco Verde!

    Trapoeraba, um “mato” que pode ser utilizado no Suco Verde!

    As plantas alimentícias não convencionais ou “PANCs”, são importantes fontes de alimento para a humanidade há séculos. O botânico Valdely Kinupp, em sua tese de doutorado, estudou 1.500 espécies dessas plantas na Região Metropolitana de Porto Alegre. Este estudo apontou cerca de 311 plantas com potencial alimentício, descobrindo que pelo menos 100 delas têm grande potencial para enriquecer nossa alimentação, gerar renda e ainda conservar a natureza.

    As PANCs são plantas quPANCSe nascem de forma espontânea e podem ser encontradas, com facilidade, em qualquer beira de estrada, terrenos baldios, hortas e áreas cultivadas, bem como nas florestas nativas. O resultado de 10 anos de trabalho dos autores Valdely Kinupp e Harri Lorenzi – dois dos maiores estudiosos de plantas no Brasil foi publicado ano passado. A obra, com mais de 700 páginas e 351 espécies catalogadas, nos mostra todo o potencial não utilizado destas plantas, que foram gradualmente preteridas em favor de espécies exóticas.

     

    A seguir, publicamos um trecho da entrevista cedida por Valdely Kinupp ao Coletivo Catarse.

     

    O que de especial te motivou a trabalhar com as Plantas Alimentícias Não-Convencionais (PANC)?

    Foi a questão econômica e de sustentabilidade, mas também o prazer de fazer um trabalho novo, praticamente inédito, da forma como foi feito.

    Pensando numa alternativa, desde a sobrevivência na selva, na lida no campo, mas também numa perspectiva de geração de renda, empregos, conservação da natureza, porque hoje vivemos uma monotonia alimentar.

    As PANCs, e nossa biodiversidade como um todo, seja ornamental, medicinal, madeireira são, muitas vezes, negligenciadas. Especialmente as alimentícias aqui no Brasil.

    Se olharmos nossas refeições caseiras, o cardápio nos restaurantes, as ofertas dos self-services, nas gôndolas dos supermercados e nas feiras, praticamente tudo é exótico, pouco é local, com baixa importância regional, estadual e nacional.

    O Rio Grande do Sul, mesmo sendo considerado um estado celeiro do Brasil, não está adaptado às futuras mudanças climáticas. Contudo, vários estudos internacionais vêm mostrando que as plantas regionais, as ditas plantas “daninhas”, as plantas espontâneas, são muito mais adaptadas [até por rotas metabólicas e fisiológicas diferentes] ao aumento do gás carbônico e da temperatura no ar, em comparação com as commodities agrícolas.

    Não estamos preparados para catástrofes e desastres ambientais,
    porque as pessoas não sabem mais o que comer do seu quintal.

    E isso é um ciclo vicioso. As crianças deveriam aprender desde cedo nas escolas e com os pais que existem milhares de plantas que podemos comer.

    Muitas vezes, nas saídas de coletas que realizamos periodicamente, sempre aparecem curiosos. Já aproveito para fazer uma educação informal, mostrando o que é comestível, e mesmo assim, alguns ainda pensam que sou uma pessoa que está passando necessidade, porque estou catando um frutinho qualquer ali no mato.

    Precisamos quebrar essa tabu.
    Sabendo que determinada planta é comestível, você não mais a verá como mato.

    É preciso aprender isso: tudo foi mato um dia, até nossos ancestrais descobrirem que certas plantas eram comestíveis, inaugurando um novo paradigma alimentar para o reino vegetal.

    A preocupação da sociedade só ocorre quando secas drásticas (ou excesso de chuvas) reduz a oferta de uma planta folhosa local: precisamos trazer de outras regiões…

    Se, por exemplo, estivéssemos plantando bertalha (e.g., Anredera cordifolia, A. krapovickasii – Basellaceae), como hortaliça aqui no RS e não o alface, os agricultores não estariam passando tantos problemas, porque são plantas que toleram o período de estiagem e co-evoluíram neste ambiente.
    A bertalha foi um dos carros-chefe na minha pesquisa, ou espinafre-gaúcho, como preferi registrar popularmente, que você pode comer as folhas, muito rica em zinco, ótimo para memória, uma planta perene, mas que possui outra boa vantagem: além das folhas como verdura, tem as batatinhas áreas e também os tubérculos subterrâneos na pequena batata que ela produz que são legumes, com usos similares ao da batata-inglesa.

    Destes órgãos amiláceos foi descoberta uma substância nova, em 2007, de proteção para cavidade gástrica, que inibe a ação de tripisina [“Ancordin”].

    Alguns estrangeiros queriam comprar cerca de duas toneladas desta ‘batata’ da bertalha. Cadê o produtor? Não há cultivos racionais desta espécie no Brasil…

    E continuamos falando da nossa biodiversidade, mas comendo a biodiversidade dos outros continentes/países. Plantamos trigo, arroz, café, laranja, eucalipto e soja, e nada disso é nativo do Brasil. Cadê o plantio de bertalha, ália, crem, jacaratiá…

    A domesticação do pêssego-do-mato? E tantas outras hortaliças e frutíferas silvestres com grande potencial agrícola e nutricional?

    Não existe. As pessoas valorizam tanto suas tradições em cada um dos nossos estados, falam bastante da biodiversidade, mas não a conhecem, e isso é riqueza abstrata.

    Se fala que a Amazônia vale trilhões. Vale nada. As pessoas estão passando fome lá. Muita gente vivendo precariamente, como aqui, na famosa Porto Alegre, com sua periferia cheia de pessoas comendo mal, sentindo frio ao dormir.

    Não adianta termos uma biodiversidade imensa na Região Metropolitana se não a comemos ou a utilizamos de forma sustentável para outros fins. Muito menos geramos divisas e empregos, porque ninguém planta.

    Nós somos xenófilos, gostamos do que é de fora, quando aceitamos de pronto e não conhecemos o nosso, não mantemos as nossas tradições.

    Meu intuito é fazer a extensão, a popularização, dessas plantas nativas e subsidiar outras áreas do conhecimento, não ficar uma ação isolada.

    Que a Agronomia possa estudar isso no aspecto fitotécnico e horticultural;

    Que a Nutrição pesquise a parte bromatológica;

    Que a Química, a Bioquímica, a Farmácia pesquise a parte toxicológica e fitoquímica.

    Trazer à tona, RESGATAR e propor novas plantas para serem incorporadas na dieta humana, o que conduz aos estudos transversais. E aí a importância, num trabalho básico desse como o nosso, de detalhar as plantas nativas.

    Mas friso que não se pode entender isso como uma verdade absoluta. Trata-se de uma proposta em construção, que começa desde as experiências individuais dos pesquisadores envolvidos, dos relatos de pessoas que fazem uso tradicional, por dados de etnobotânica antigos.

    E será apenas um segmento da pesquisa, que servirá como subsídio para outras áreas de conhecimento. E, o mais importante disso é ponderar o uso e ter diversificação. Por isso a ciência é dinâmica.

    Todas as plantas têm seus prós e contras, seus modos de preparo adequados, períodos de consumo, com maior ou menor sensibilidade das pessoas. Mas nós não podemos blindar as plantas não-convencionais por acharem que são mais tóxicas que as comuns que você tem no dia-a-dia.

    Há carência de pesquisa, pois o comum é pesquisar só aquilo que está badalado: o morango ou tomate. E não se pesquisa nosso juá nativo, que tem tanto ou mais licopeno que o tomate, porque nem se conhece.

    Por isso a necessidade da transdisciplinaridade e de fazer essa passagem para o uso real e efetivo da nossa flora diversa. Nós não sabemos nem quantas espécies temos no Brasil: 50 mil?Pior ainda: restrito à Botânica?

    Não há consenso, nem uma listagem garantida. Há hipóteses, mas nem isso sabemos.

    Não só a biodiversidade vegetal, mas animal também, que é mais paradigmática e cheia de tabus, com legislação cada vez mais engessada, necessitando ser revista com urgência, para que a nossa fauna alimentícia possa e deva ser criada de forma ecologicamente correta.

    Estamos em uma área muito boa de se trabalhar. Eu pude fazer uma pesquisa aplicada e transferir isso para as pessoas.

    Esse é um tipo de trabalho que desperta bastante interesse, de compartilhar aquilo que você pode fazer no ponto de ônibus e dentro dele, na divulgação corpo-a-corpo, porque as pessoas entendem, sendo gratificante para o pesquisador poder conseguir explicar o que faz.

    Falo que trabalho com as plantas que existem por aqui no chão, em todo o lugar, que não são aproveitadas, mas que dá para comer, seja verdura ou frutíferas, condimentos e por aí vai.

    No entanto, uma área, infelizmente, carente de pesquisa e de editais de financiamento no Brasil.

    Bolinhos de Quinua com Cajuhine

    Bolinhos práticos e low carb, criação da gastróloga Amábile Kolenda. Eles podem ser consumidos assados, ou feitos na versão “raw” com a quinua germinada. Além de dar liga e sabor na massa, o Cajuhine Bioporã pode ser transformado em um delicioso molho para acompanhar os bolinhos.

    Ingredientes:

    • 2 colheres de sopa quinua cozida (ou germinada para fazer esta receita raw)
    • 2 colheres de sopa ricota de amêndoas (resíduo do leite vegetal  brevemente temperado com sal, azeite e limão)
    • 1 colher de sopa de Cajuhine Bioporã
    • 1 punhado de cenoura ralada
    • 1 “arvorezinha” de brócolis finamente picada (opcional) – cerca de 2 colheres de sopa
    • 1 colher de sopa de farinha linhaça
    • Tempero verde a gosto
    • Temperos a gosto – sal, pimenta, cúrcuma, páprica, entre outros.

    Modo de preparo:
    Misture todos os ingredientes em uma vasilha. Molhe as mãos e modele bolinhas. Leve para assar em forno alto apenas para dourar, o que é opcional, pois você pode consumi-la crua também.

    Ingredientes para o molho:

    1 c de sopa de Cajuhine Bioporã, 1/2 limão, 4 c de sopa de água, sal e temperos a gosto. Misturar tudo, acrescentando água até adquirir a consistência desejada.

    Bolinhos de Quinoa, por Amábile Kolenda.

    Bolinhos de Quinoa, por Amábile Kolenda.

    Nesta “estréia” do Blog, além de compartilhar uma receita, pedimos para os Nutrichefs Bioporã responderem 3 perguntinhas para a gente conhecer um pouquinho mais sobre eles. Confira as respostas da gastróloga Amábile Kolenda:

    • O que é saúde para você?

    Saúde para mim é o equilíbrio! É buscar sempre a harmonia do corpo com a alma. Fazer o que nos faz feliz é a forma mais saudável de se viver.

    • O que é alimento de verdade para você?

    Alimentos de verdade são aqueles que estão mais próximos da sua origem natural. São os que têm sabor de verdade, sem ingredientes invisíveis com nomes desconhecidos de coisas que nós nunca vimos na vida.

    • Qual seu conselho para quem quer manter uma alimentação saudável e tem pouco tempo para preparar seus alimentos?

    Organização é fundamental! Para quem tem a semana corrida, é necessário tirar algumas horas do final de semana para organizar a rotina e os pratos da semana. É questão de costume, que com o tempo acaba tornando-se um hábito, que além de ajudar na alimentação durante a semana, ajuda a organizar as compras da feira e supermercado, que refletem até na economia da família!